19/02/2018

Vou chamar-lhe Maria

A Maria é uma mulher! Como eu! Como tu! A Maria casou por amor. A Maria acreditou que aquele Amor a ia fazer feliz. Para sempre. Como eu! Como tu! A Maria teve filhos. A Maria dedicou todo o seu amor aos filhos, àquele Amor, àquela família. Como eu! Como tu!

Só que o fado da Maria mudou...

Um dia aquele amor traiu-a. Um dia aquele amor fez a Maria sofrer. Um dia aquele Amor faltou-lhe. Faltou-lhe na consideração que lhe devia. Faltou-lhe no respeito que lhe devia. Faltou-lhe na proteção que lhe devia. Um dia aquele Amor deixou de ser Amor. Aquele Amor passou a ser decepção. Passou a ser medo. Passou a ser falta de respeito e de todo o mínimo de dignidade que um Amor precisa para ser simplesmente Amor.

A Maria desculpou. Porque achava que aquele Amor haveria de mudar. De se transformar em arrependimento. De voltar a ser o Amor que a Maria acreditou que a ia fazer feliz para sempre.

Mas aquele amor que já não era Amor não mudou. Aquele amor destruiu a Maria. Destruiu os seus sonhos. Destruiu a sua auto-estima. Aquele Amor fez a Maria sentir-se infeliz, feia, desmerecedora de respeito, desmerecedora de Amor. Não Maria! Não acredites nisso!!!

Aquele amor disse-lhe coisas que um Amor nunca diria. Aquele amor tratou a Maria como nenhum Amor poderia tratar. Deixou a Maria no chão. Nua de respeito, despida de proteção, vazia de dignidade. Não Maria! Não permitas isso!!!

Mas a Maria foi forte! Foi corajosa. A Maria um dia percebeu que não podia mais viver assim. A Maria percebeu que não podia mais permitir que aquele monstro, disfarçado de amor, continuasse a fazê-la acreditar que o monstro era ela. Um dia a Maria foi tudo aquilo que tem de voltar a ser! Mulher de garra e de força.

E eu só quero dizer a todas as Marias que me escrevem, que ninguém merece este tipo de amor! Quero dizer-lhes que qualquer Mulher neste mundo merece ser amada, merece ser respeitada, merece ser tratada com dignidade, com carinho, com Amor! Quero dizer a todas as Marias que nenhum homem neste planeta tem o direito de lhes roubar os sonhos, de as atirar ao chão, de as esfregar na lama da violência! Vocês são Mulheres! Só isso já é tudo! São lindas! São fortes! São corajosas!

Só quero dizer a todas as Marias que há muitos Homens que vos vão valorizar, respeitar, tratar e amar como se mais nada na Terra fosse mais importante que isso!

Que qualquer homem que vos faça sentir o contrário é mentiroso! É cruel! Cobarde! Fraco! Nojento!

Que o passo de se livrarem desses monstros era só o que precisavam para começarem a caminhar para uma vida feliz, para uma vida de paz, para uma vida de tranquilidade. Sem o medo da hora em que ele chega a casa. Sem o medo do que virá a seguir!

Força Maria! A tua coragem e a tua beleza, o teu bem-estar e a tua tranquilidade são as tuas maiores ferramentas. E os teus maiores objectivos.  Usa-os! Por ti! Pelos teus filhos!

A todas as Marias que me escrevem, sem me conhecer de parte alguma, a confiar (muitas vezes mais do que nas próprias famílias), eu só queria sair pelo e-mail e abraçá-las! Para lhes dar força, para lhes dar mimo, para lhes dar coragem!

Toma um abraço Maria!!!

18/02/2018

Hoje pensei em ti!

Hoje pensei em ti! Várias vezes até.
Fiz a cama com uns lençóis que não usava desde a última vez que dormiste cá. Eu sou assim! Defendo-me escondendo as coisas que me trazem memórias indesejáveis. Mas hoje voltei a puxar os lençóis para fora do armário e voltei a pô-los na cama. É óptimo que isso tenha acontecido. É sinal que já não preciso de os esconder.
Voltei a pensar em ti depois. Quando percebi que aquele cheirinho para a casa que adoravas secou. Estava escondido atrás de uma moldura. Enfiei os pauzinhos de bambu no nariz para sentir o aroma seco do frasco e quase cai para trás com a velocidade com que fui transportada para todas aquelas memórias e sensações de te ter aqui em casa. Aqui no sofá! Naquele canto! Com a perna em cima da mesa e o comando da televisão pousado na barriga. E eu escondida debaixo do teu braço. O frasco secou! Fiquei feliz! Secou o frasco juntamente com as lembranças constantes que tinha de ti. Apanhei os paus de bambu e o frasco amarelo e atirei-os para o lixo cheia de convicção! Como se te atirasse a ti também lá para dentro. E no fim ainda deitei a língua de fora ao caixote do lixo,  na mais pura demonstração de imaturidade!
E voltei a pensar em ti mais tarde. Quando resolvi esvaziar a gaveta das toalhas de mesa e individuais. (Já percebeste que andei a sopeirar o dia inteiro, certo? Adoro sopeirar em dias de sol!) Tirei as toalhas e os individuais todos para fora! E encontrei os que comprei quando ocupaste o teu lugar na nossa mesa de jantar. Porque, na altura, apeteceu-me por a mesa mais bonita para te celebrar. Claro que os atirei para o fundo da gaveta... (Como fiz com os lençóis...) Tal como o teu guardanapo. Ainda lá estava. Não lhe consegui sequer tocar quando te foste embora. A tua boca lá marcada estava tão fresca que eu ainda era capaz de lhe colar um beijo por cima e depois alguém teria de me internar. Mas hoje fui capaz! Fui capaz de atirar o guardanapo para dentro da máquina da roupa. Com a mesma convicção com que atirei o frasco de cheiro para dentro do lixo! E para que saibas, tirei também os individuais! Vou voltar a usá-los! Acho um desperdício deixá-los no fundo da gaveta. Só porque quis uma mesa mais bonita para ti! Ainda bem que não comprei as argolas novas de guardanapo que tínhamos combinado. Seria um desperdício ter atirar argolas novas pelo ralo da pia.
Claro que se seguiram mais uma data de memórias. Toda esta casa estava impregnada de ti! A varanda, a cozinha, o sofá... Até os sítios de passagem tinham memórias tuas. Ah! O quadro que tiraste da entrada! Voltei a pô-lo no sítio. Gosto dele.

Percebi que essas memórias, por muito que ainda custem, já não me apertam a barriga, nem o coração. Já só fazem valer as vibrações do eco. Gostei de me lembrar de ti! Já não o fazia assim há muito tempo. Gostei sobretudo de perceber que já não me lembrava de me lembrar de ti desta maneira.

Espero que estejas bem!

16/02/2018

Ninguém vive sem amor!

Ninguém! Quem disser isso é mentiroso. Não é o Amor que nos faz viver, mas que é a vida que nos faz amar. E isso é um exercício que temos de nos obrigar a descobrir. A por em prática!

E por amor, não estamos apenas a falar do amor de um casal. Estamos a falar de todas as formas de amor. De amor pelos filhos, de amor pelos pais, de amor pelos irmãos, de amor pelos amigos, amor pelos animais de estimação. Até amor pelos desconhecidos. Quando recebemos ou fazemos um acto de bondade.

O Amor tem de estar intrínseco nas nossas vidas. Nos nossos pensamentos. Nas nossas ações. Ninguém vive sem o Bom dia! do vizinho, o sorriso do senhor do café, o abraço do filho, o telefonema dos pais, o colo da avó  ou a ajuda de um colega.

Está errado pensar que não se vive sem o amor de um companheiro. Não se vive sem o Amor! Ponto! A vida pode não ser tão completa sem esse tipo de amor. Mas a vida só não acontece se não tivermos todos os outros tipos de Amor. Também é incompleta a vida sem o amor dos amigos. Também é incompleta a vida sem o amor dos pais.

Mas o maior deles todos, aquele  que alimenta os outros e que é alimentado pelos outros, é o amor que depositamos nos nossos passos, no nosso olhar, nos nossos gestos. É um pequeno ciclo que se auto-alimenta na nossa passagem. O nosso sorriso alimenta o sorriso do próximo. O abraço do próximo alimenta o abraço que oferecemos a um amigo. O nosso olhar alimenta os olhares que cruzamos. Que cresce nos outros. Que faz os outros crescerem em nós.

Uma espécie de doença contagiosa que precisa dos outros para crescer e precisa de dar aos outros para que possam crescer à nossa volta também.

Uma espécie de jogo de estafetas que fazemos diariamente com todos os que nos rodeiam.

Ninguém vive sem Amor! E o Amor não vive sem ninguém.


08/02/2018

Oh Sr D. Manuel Clemente... Vamos lá ver!

Quando leio estas coisas ainda me custa a acreditar que vivemos em pleno 2018!

Segundo as estatísticas. 70% dos casamentos acabam em divórcio. É triste? É! Vivemos um momento de crise de valores? Não sei... Até porque não vivo em casa dos 70% de portugueses que se divorciam e por isso não faço ideia do que poderá levar aos divórcios.

Não podemos apontar dedos. Só quem vive no convento é que sabe o que vai lá dentro. Também é verdade que a maior parte dos casamentos celebrados dentro de uma igreja católica só acontecem porque as fotografias ficam mais bonitas com um altar em pano de fundo do que com o calendário da parede do gabinete do conservador. Ou porque a Avó Margarida fazia muito gosto em ver a sua Joaninha casada na Igreja onde se casou. Mas nem sempre é assim!

Eu casei pela Igreja porque não fazia para mim sentido de outra forma. Enquanto católica apostólica romana, eu queria receber esse sacramento e que Deus abençoasse aquela relação que eu acreditava ser para a vida! Não aconteceu! Pois não! Mas isso em nada diminui a minha fé em Deus e em Jesus Cristo. Felizmente fui bem guiada por um Padre muito moderno e sensato que me acolheu na missa de braços abertos e me deu a comunhão. Se calhar, para muitas pessoas, isto não diz nada! Para mim, disse e muito!

Em 2014, no sínodo da Família, o Papa Francisco aconselhou as Dioceses a abrir os braços aos divorciados e às famílias reconstituídas. Bendito Papa que acompanha estes tempos que tanto precisam de gente assim.

Chegamos a 2018 e vem um Bispo, que só é Cardeal porque houve umas maroscas entre os nossos Reis e o Vaticano lá pelos tempos idos de 1500 e troca o passo, que vem dizer “Muito bem! Podes casar de novo! Só não podes é praticar o amor!”

Pois toda a gente sabe que praticar o amor é coisa muito porcalhona. E que a vida de um casal (que se ama) não precisa dessas badalhoqueiras!

Já me perguntaram porque não anulava o casamento para poder casar de novo pela igreja. Olha! Porque não! Tive 5 anos de casamento de onde nasceram dois filhos. Os meus filhos não têm culpa que a igreja não deixe a sua mãe fazer amor com o segundo marido! Por isso, não! Não lhes vou anular o casamento dos pais.

Nesta época de conflitos religiosos em que andam todos à batatada para ver qual a melhor religião, uns acham que vão ter virgens no céu, outros mandam acabar com o sexo na Terra! Isto só vai piorar os conflitos nas filas do supermercado e nos guichets das instituições públicas. Já para não falar que os bancos das igrejas vão ficando cada vez mais vazios e que as moedinhas do ofertório vão ficando cada vez mais escassas.

Tenho pena que assim seja! Deus mandou-nos amar uns aos outros. Mandou o homem perdoar os erros dos seus irmãos. Mas aqueles que O representam na Terra perceberam tudo ao contrário.

Tenho de avisar os meus filhos que afinal já não podem levar as alianças porque a mãe já não vai casar outra vez! Passo a rezar em casa para poder continuar a dar  umas cambalhotas. Fico menos benta, mas com uma pele muito mais brilhante!

01/02/2018

Não há nada melhor que isto!

Hoje estive na SIC a falar sobre o processo do divórcio e a desmistificar a figura da mulher divorciada!

Tenho pena que não tenham passado na VT [entrevista que gravei anteriormente] a parte positiva que falei nas gravações! Ficou muito por dizer.

Mas não era aí que queria chegar! Uma das coisas que passou e que foi efectivamente verdade, foi o meu pânico de estar sozinha. A solidão foi, sem dúvida, uma das coisas mais difíceis que tive de ultrapassar. Tal como referi, eu abominava a ideia de estar sozinha. Ir a uma esplanada ou restaurante sozinha era simplesmente uma tortura!

Com o tempo fui-me habituando à minha companhia. Mais que isso! Comecei a gostar da minha companhia. Hoje em dia não abro mão de momentos a só. Mesmo que seja uma refeição! Num sítio público. Foi uma grande vitória.

Saí do estúdio e fui passear todo o meu glamour (maquilhagem e cabelo arranjado) para o supermercado. A vida não pára e uma pessoa tem de dividir os momentos do dia entre a gata borralheira e a cinderela que há em nós. E ali estava eu, toda maquilhada, no corredor do papel higiénico. [Princesas também cagam!] Quando percebi que estava em cima da hora do jantar! Sem filhos. Fui comer qualquer coisa à restauração. Houve outras vezes em que me senti frustrada por ir para casa depois de um directo na televisão. Apenas pelo facto de não ter alguém a quem ligar para ir jantar fora ou que me dissesse que eu estava linda.

Hoje não! Hoje senti-me bem! Não tenho de estar linda para os outros. Não precisei de ter um homem ao meu lado para não desperdiçar a maquilhagem profissional. Ainda ousei aquilo que não ousaria há uns anos: jantar sozinha! Desfrutar das vistas. Saborear a refeição. Sem sequer pensar que as pessoas que passavam e me viam sozinha poderiam pensar “Coitada... Está sozinha!”

É tão bom quando chegamos a este estágio! É uma sensação tão boa de força, de vitória, mas, sobretudo, de liberdade! Não há nada melhor que isto!


31/01/2018

E vão 10!

Cheguei a casa de rastos! Extremamente cansada fisicamente. Doía-me o corpo! Enquanto aquecia restos de frango assado de ontem comprado na rua [porque esta semana não tive sequer ainda tempo pra cozinhar uma refeição!], fazia uma revisão mental do dia para ter a certeza que não me falhava nada das tarefas a que me tinha proposto. Ando sempre a mil! Tento gerir ao máximo o meu tempo! Nenhum segundo do dia é desperdiçado! Aproveito quando estou num elevador para responder a uma mensagem que recebi horas antes, aproveito enquanto me desloco do carro para a porta para checar os e-mails, aproveito as viagens de carro para devolver telefonemas, aproveito até quando me sento na retrete a fazer um xixi para confirmar um jantar.

O dia hoje correu bem! Correu mesmo muito bem! Apesar do cansaço, apesar da correria, só aconteceram coisas boas!

Na verdade parei também por momentos para agradecer! Não posso pedir mais! Tenho a vida que quero apesar de não ter tudo o que gostava. Tenho três profissões que amo! Embora a oficial seja a que me ocupa menos tempo do dia e ainda assim são 7h de trabalho. Sou Educadora, sou blogger e sou mãe! E estas três ocupações ocupam 24h do meu pensamento. Ser Educadora e ser Mãe são as mais fáceis de justificar. Ser blogger, apesar de não parecer é a que me dá mais trabalho! São horas a pensar em posts, horas a escrever, horas a publicar, horas a gerir comentários, a responder a mensagens e a e-mails. Levanto-me às 7:00 da manhã, deito-me perto da meia-noite e não tenho um segundo que seja em que não esteja a trabalhar. Seja na escola, seja com os meus filhos ou no blog. Só há um ano é que me profissionalizei nisto do blog, mas a verdade é que conto, a partir deste ano, com 10 anos disto! Dez anos! Nunca pensei chegar até aqui. Nem o meu casamento durou tanto tempo! Nunca sequer trabalhei 10 anos em algum lugar! Aquilo que começou por uma brincadeira, transformou-se numa paixão e numa profissão. Não faço a menor ideia de quanto tempo mais isto vai durar. Já pensei nisso várias vezes! Há de durar até deixar de me dar prazer. E isso pode ser até eu ser velhinha e até vocês aí desse lado me continuarem a visitar.

Fico fascinada com o que “isto” cresceu! Não só em dimensão mas em maturidade e em satisfação. Este blog acompanhou os melhores e os piores momentos da minha vida! Há pessoas que cá estão desde o primeiro ano. Que nunca vi na vida mas por quem sinto um grande carinho! Conheço-vos os nomes, conheço-vos as fotografias de perfil. [acreditam que reparo quando mudam?!] Se há alguém com quem eu devo partilhar o mérito da idade do blog, esse alguém são vocês! Se há alguém a quem eu devo agradecer, esse alguém são vocês. Sou-vos eternamente grata! No fundo, partilham comigo tanto! Às vezes mais do que com a vossa própria família nos e-mails que me escrevem. Sinto-vos comigo sempre que partilho uma simples piadola, sinto-vos comigo sempre que partilho uma enorme alegria e sinto-vos comigo quando partilho algum momento mais difícil ou alguma angústia. Dez anos bolas! Dez anos!

Os últimos meses do ano foram de uma grande angústia e sofrimento [como sabem...]. Felizmente 2018 chegou trazendo consigo um novo fôlego. Uma energia renovada! Muitas boas notícias e projectos que me deixaram de coração cheio e cheia de expectativas.

Hoje cheguei de rastos a casa. Mas é um cansaço ao qual já me habituei. No fim-de-semana recupero! Cheguei de rastos mas tão grata e tão feliz!

E a vocês, apeteceu-me dizer OBRIGADA! Por estarem aí há tanto tempo! Por estarem aí tanto tempo! Por estarem sempre aí. Para rir. Para chorar. Por estarem aí! Obrigada!

30/01/2018

E as coisas giras que eu descobri sobre o BigMac?





É um senhor! De meia idade! Mas continua tão delicioso e Original como quando nasceu. E nem o facto de ter 50 anos faz com que não nos dê vontade de lhe dar uma trinca!



Sim! Estou a falar do Big Mac. É impressionante que já faça 50 anos.






Tive o privilégio de ir à sua festa de anos. Em sua casa! Conheci o seu quarto, a sua cozinha e até tive oportunidade de ver as fotografias expostas na sala. Uma delícia!


Tive a honra de me sentar com os DAMA, de beber um copo com o Diogo Piçarra e de dividir o meu BigMac com o Rui Unas! Não... Esta parte é mentira porque eu não divido o meu hambúrguer com ninguém!!!

Mas também tive oportunidade de descobrir curiosidades do Big Mac que desconhecia e que adorei passar a saber!

Sabiam que o Big Mac é o único hambúrguer que está presente em todos os países onde a McDonald's tem restaurantes? (São mais de 100!)
Correção! Na Índia não existe e foi substituído pelo Chicken Maharaja Mac que é um hambúrguer de frango. Por razões óbvias!









Sabiam que a receita do Big Mac é a mesma desde 1968??? Exacto!! Nada mudou! Como dizia o Vasco Palmeirim e o Rui Unas no jingle que cantou na festa: “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles, num pão com sésamo!"









E ainda! Por último, mas não menos importante, em Portugal, a carne de vaca, a cebola e a alface, são 100% portuguesas! (Isso é que é de valor!!!)

E é isto! Um Sr hambúrguer! Que passou por tantas gerações e continua a fazer as nossas delícias! Com o mesmo sabor desde o primeiro dia!

24/01/2018

E depois chega mesmo!

Eu sabia que ele ia chegar! O dia! E chegou!

Quando passas pelo mesmo várias vezes, a merda é que antecipas o mal que vais passar, mas a parte boa é que já sabes como é o final. E o final nada mais é que o princípio!

Sabes o quanto vais penar. Mas também sabes o bem que te vai saber quando chegares ao fim.

Sabes que um dia, o teu sorriso vai deixar de ser forçado. E vais dar por ti, de repente, a sorrrir com vontade. A querer viver outra vez. E viver outra vez é acordar com gosto! É andar bem-disposta sem razão aparente. É teres vontade de rir e de abraçar as pessoas. É teres vontade de cantar só porque sim. [Bem... isso pode não ser bom para os ouvidos dos outros!]

Passo a vida a prometer às pessoas que este dia vai chegar. Está aqui a prova! Ele chega mesmo. Sai-te do pelo, sai-te do estômago, sai-te dos olhos e sai-te do coração. Mas depois, não são só as agonias que te saem por estes órgãos todos! As alegrias também! E o peso! Sai o peso dos teus ombros. Sai o peso de carregares uma mágoa que não escolheste. E quando esse peso vai embora, para bem longe, e percebes que chegaste até aqui, a vida recomeça! Desta vez a sério!

Também sabes que tão cedo não te metes noutra! Mas saberes que, se quiseres, até se pode proporcionar, tudo ganha cor. E sabor! E cheiro!

Levantas-te sem saber que já estavas em pé. Caminhas sem saber que já conseguias andar! E a vida prossegue! A verdade é que nunca parou! Mas agora já podes colaborar com ela outra vez, em vez de andares só a reboque.

Este dia chega! Respira, agradece e aproveita!!!

23/01/2018

Nada de especial é, muitas vezes, tudo o que precisas!

Tirei dois dias de férias. Por nada de especial. Ainda os tinha para gastar.
Durante estes dois dias não fiz nada de especial. Estive de férias. Em casa. Sem nada para fazer.

Mas o “nada” e o “nada de especial” são, muitas vezes, muita coisa!

Não fazer nada já é bom por si só. Não ter nada para fazer ou não fazer nada não é exactamente a mesma coisa.

O que eu quero dizer é que não fui para nenhuma praia paradisíaca, nem fui passear a Paris, ou fiz parapente. Tendo em conta que estou de férias e quando pensamos em férias pensamos logo em coisas diferentes daquilo que fazemos o ano inteiro.

Levantei-me cedo em ambos os dias. Eles tinham de ir para as aulas. Levei o cão à praia, deixei a casa arrumada, o jantar adiantado, fui buscá-los às 16:00 em vez de os ir buscar às 18:00. Dei-lhes tempo para brincar, sentei-me a estudar com eles, tomei o pequeno-almoço com pessoas especiais, consegui ver a minha casa com luz do dia, consegui olhar para o mar, consegui falar com desconhecidos.

No fundo, não fiz nada! Mas a verdade é que fiz tudo o que precisava. Tudo o que me fez sentir bem. Habituava-me a esta vida! A de fazer tudo o que é preciso sem ter pressa e a de não fazer nada quando se faz tudo!


22/01/2018

Porquê? Porquê???

Ao telefone...

- Boa tarde! Eu queria marcar uma consulta com a Dra Joana.
- A Dra Joana está de bebé.
- Ah... Então como faço?
- Posso marcar... Mas vai apanhar outro médico.

(Ainda não marcou nada! Mas já está a indicar que me vai fazer esse favor... Apesar de esta ser a sua função. Apesar de estar no seu horário de trabalho)

- Tudo bem! Não há problema! Pode marcar.
- O seu número de utente não pertence à Dra Joana. Tem de ligar para outro número.
(Atenção! Deparou-se com uma pedra no caminho do seu dia de trabalho, no meio das suas funções! Não há qualquer abertura para resolver o problema. Passa logo para outro número!)
- Impossível! A Dra é minha médica há 3 anos!!! Ainda em Setembro aí estive! Veja melhor por favor.
- Minha senhora! (Ai que vou apanhar!!!) Estou-lhe a dizer que a senhora não nos pertence. Não está o seu número na Dra Joana. Vai ter de ir a outro lado.
- Não está a perceber! A Dra Joana é minha médica. Eu não vou aí há 4 meses! Não estamos a falar de 4 anos! Eu preciso de uma consulta! A senhora não está a colaborar. Como é que vamos fazer?
- Olhe... (toda a gente sabe que “Olhe...” é a forma mais correcta e pró-activa de começar uma frase!) Dê-me o seu número. Vou ver o que consigo fazer!

Foi aqui! Foi neste momento que eu soube que ela se estava a cagar para mim. Que me pediu o numero só porque já não me podia ouvir. Não lhe interessou minimamente se eu estava a marcar uma consulta porque tinha uma borbulha na testa ou porque estava com sintomas de estar a falecer. Apesar de eu lhe ter ligado durante o seu horário de trabalho e ter pedido nada mais, nada menos do que algo que faz parte das suas funções. Ela é paga para isso! Mas cagou!

Claro que passaram 3 dias e não me ligou de volta. Mas isso eu já sabia que ia acontecer. Desloquei-me pessoalmente ao meu Centro de Saúde para fazer algo que podia ser feito por telefone. Aliás, estamos em 2018! Eu deveria era poder fazer isto numa aplicação. Mas não! Tenho de me deslocar lá para resolver aquilo que uma pessoa que está de mal com a vida não me quer ajudar a resolver.

Tirei a minha senha e aguardei. Fui analisando o tom das senhoras para tentar perceber quem tinha sido a lesma-passivo-inerte que tinha falado comigo ao telefone. O tom era muito semelhante entre as duas.

- Bom dia! Eu liguei para cá na semana passada. Blá blá! Ficaram de me ligar e ninguém ligou!
- Ah pois... É porque a senhora não nos pertence! Vai ter de ir a outro sítio.
- Ah! Então foi consigo que eu falei ao telefone.
- Não... Mas...
- Foi sim! Estou a reconhecer-lhe esse tom altamente motivado e pró-activo a querer resolver o meu problema.
- O problema é que o número da senhora não aparece. A senhora não nos pertence!
- Então eu vou explicar-lhe! Eu sou vossa utente desde que me lembro!!! A Dra Joana é minha médica há 3 anos!!!!!!! A última vez que eu estive cá foi em setembro!!!! Eu preciso de uma consulta!!! Ou a senhora admite que estamos perante um bug do sistema e vai resolver o meu problema, ou se me volta a dizer que eu não vos pertenço e que, portanto, estou maluca, eu vou ter de falar com o seu chefe para me ajudar!
- Mas eu não disse que a senhora era maluca! Só disse que não nos pertence!
(Aqui eu já me imaginava de pé em cima da mesa dela a arrancar-lhe os caracóis da mise e a berrar que nem uma louca! Eu! Não ela!)
- Está a chamar-me maluca sim!!!!! Se eu já lhe expliquei o que tinha para explicar! Faça alguma coisa se faz favor! Eu não vou sair daqui sem uma consulta marcada e sem o meu problema resolvido!!!!!

Lá se dignou a levantar-se...
Lá se dignou a arrastar-se até ao guichet da colega...

Claro que, em vez de dizer “ajuda-me a resolver o problema desta senhora” disse “Esta senhora não nos pertence mas insiste que é paciente da Dra Joana”! Em vez de lhe atirar com uma cadeira à cabeça, limitei-me a revirar os olhos e a rezar por ela!
- Meu Deus, porque sois tão bom! Faz com que estas pequenas criaturas da terra ganhem só mais dois neuronios por favor!

Em 5 minutos a colega resolveu o meu problema. Em 5 minutos a colega percebeu que tinha sido um erro do sistema. Em 5 minutos a colega explicou-lhe porque tinha acontecido e como dar a volta ao erro.

Em 5 minutos ela voltou a sentar-se à minha frente. Nem um pedido de desculpa. Nem uma explicação.

- A consulta é urgente? Quer marcar para quando?
- Não precisa ser para hoje, mas logo que for possível!
- Ok! Está marcada!
- Vou dar-lhe um conselho para a senhora usar para a vida!!! Os problemas só são resolvidos quando temos vontade de os resolver. Tudo na vida funciona assim!!! O “Oh Paciência!” da muito menos trabalho! Mas não nos leva a lado nenhum! Tenha um bom dia!